segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Bad luck comes in 3´s
domingo, 16 de agosto de 2009
Gran Torino
Adiei tanto para ver este filme, talvez porque eu sabia que, pelo que eu havia lido, lembraria-me de uma pessoa. Uma pessoa que ja sei foi há 2 anos, e que mesmo assim ainda parece estar tão viva e presente. Uma pessoa bem parecida com o ator principal, Walt Kowalski, um velho durão que no fundo possuía um coração enorme.
Nunca me deixei ao luxo de escrever algo sobre ele (apesar de ter o mencionado em vários posts), principalmente porque as lágrimas surgem em meio a sorrisos de boas lembranças. É engraçado, sentir uma tristeza tão profunda ao lembrar de uma pessoa tão cheia de energia e especial. Lembro-me de uma certa senhorita ter-me dito uma vez que ao lembrar do avô dela, ela sentia uma coisa tão boa, tão especial... A verdade é que eu também sinto, mas a tristeza é maior. Aquela imagem no hospital, nunca vou esquecer...
A tristeza vem acompanha não somente pela falta dele, mas sim pelo peso que carrego de não ter feito tanta coisa quanto deveria. De não ter ficado mais tempo naqueles almoços em família. De não ter conseguido fazer um cartão realmente decente de aniversário. De ter estado longe dele por 5 aniversários seguidos (essa talvez não tenha sido minha culpa). De...de não ter dito "Eu te amo vô"...
Ironicamente, apesar de ele defender a frase "Homens não choram", em meio a lágrimas, deixo aqui esta frase :
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nothing more than what you see
or what you've done or will become
standing strong do you belong
in your skin; just wondering
gentle now the tender breeze blows
whispers through my Gran Torino
whistling another tired song (...)
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Seja feliz...
Bem, nem adianta falar que esse semestre passou muito rápido, pois já dediquei um post sobre o assunto, não é verdade? Pois é, tenho que me conformar com isso!
Já gostaria de alertar que esse realmente é um post inútil para a vida de você que, provavelmente, entrou aqui por acaso. Não se dê o trabalho de ler.
Por onde começar? Tanta coisa para ser dita, pensada, analisada, mas ao mesmo tempo, tão pouco tempo pra fazer tudo isso. Pensar na vida é algo que toma um tempo enorme, e não posso perder tanto tempo, pois eu a preciso viver. Como já cantaria o senhor David Coverdale:
I never seem to find what I´m looking for”
Mas de tudo que consegui analisar nesses dias de folga que tive, é que realmente há certas coisas que não merecem minha atenção, porque realmente elas não vão ter uma resposta. Eu sei que isso é a coisa mais óbvia que todo ser humano pode concluir, mas é algo tão gratificante, e ao mesmo tempo ruim descobrir isso. Ruim? Porque ruim? Porque mesmo você não querendo aquilo fica ali, matutando, como uma vozinha chata suspirando no teu ouvido. Engraçado, em uma mistura de ódio, desconforto, decepção e alegria, eu consigo me livrar dela - nada que uma boa dose de paciência não resolva.
Aprendi que não devemos correr atrás de coisas que estão na cara que não irão ter futuro. Ás vezes o orgulho é mais forte e pressiona você a fazer qualquer coisa para conseguir o teu objetivo, mesmo que ele seja um tanto quanto inútil. É assim mesmo, acontece, mas não deixe isso virar freqüente.
Aprendi também que às vezes não é porque você está rodeado de pessoas que pensam diferente de você, significa que você está errado. Não é porque você é o único que não fez/faz tal coisa é que você é o estranho. Não é porque você é o único que segue à risca seus valores morais é que você seja o “sem graça”. Tudo depende.
Hoje em dia basear-se pelos outros é algo muito complicado. Creio que em uma sociedade em que “ficar bem louco” de tanto beber é sinônimo de orgulho entre as conversas, não se deva depositar muita confiança.
O mais importante de tudo é ser feliz. Feliz com o que você é, com o que você pode ser, e não com o que a sociedade quer que você seja. Você é único. Pode-se encaixar em algumas descrições de horóscopo, descrição de personalidade, mas você possui algo que é intrínseco e não vai existir nada igual. Todo mundo julga os outros, isso é inevitável (eu me incluo nisso, apesar de sempre tentar não o fazer), mas saiba não absorver o julgamento alheio, aprenda a analisá-lo e tirar o melhor, se houver, dele.
Pra fechar, como não poderia faltar: Não escrevi tudo o que eu queria, mas é o tão longe que consigo chegar, aproveitando uma frase o Drummond:
Goin down the only road Ive ever known,
Like a drifter I was born to walk alone
cos I know what it means
To walk along the lonely street of dreams”
Boas férias para quem tiver, pois não voltarei a postar tão cedo, creio eu – pelo menos não no próximo mês!
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Tempo e algo mais...
Era assim que eu começaria esse post. Pois é, da pra ver que já se passou um tempo desde que o comecei e não acabei. Por isso, vou aproveitar o arquivo do Word e compilar mais algumas idéias do tipo “Considerações de final de ano”.
as horas
viraram minutos.
Agora, nada demora como outrora.
A velocidade da luz
não é nada,
se comparada com rapidez dos momentos...”
Todo mundo anseia pelos seus 18 anos, e isso é inegável. O ano que você pode tirar sua CH, ano que FINALMENTE você pode esfregar sua identidade – original – na cara daquele segurança lazarento que sempre implicou com você enquanto ele deixava aquela teu amigo (a), mais novo que você, entrar. Você pode comprar bebida no mercado e ainda torcer para pedirem sua identidade. Você pode chamar aquele teu amigo de 17 anos de “Pirralho, menor de idade”. É...Parabéns, você conseguiu! Você conseguiu chegar na fase da tua vida que é hora de começar a criar responsabilidade, e isso, realmente, vai tomar teu tempo.
Responsabilidade. Será que só isso contribui para que o tempo passe mais rápido? Creio que ela não seja a única responsável, apesar de ajudar um pouco (ou bastante, dependendo da situação). O problema é que com o tempo, você ganha mais conhecimento de certos assuntos, começa a se interessar por coisas que antes você, vamos dizer, não precisava se interessar (isso não deve ter ficado muito claro, mas, mais uma vez ressalto que a compreensão dos meus textos só importa a mim mesmo), assim, você quer, e às vezes precisa, fazer mais coisas no mesmo espaço de tempo de antes! Aquele “Eu vou fazer blábláblá” passa a ser “Eu queria fazer blábláblá, mas não vai dar tempo, deixarei pra amanhã” (e amanhã a história se repete).
Muitos dizem que a rotina toma tempo. Engraçado, eu tinha uma rotina aos 14, 15... 17 anos e mesmo assim ainda acho que meu tempo encurtou. Não vou mentir que, essa tal de rotina ajuda um pouco. Mas não, ela não é a única. Talvez, nem somando ela à responsabilidade (pra mim, elas estão ligadas de certa forma) seria possível entender porque isso ocorre.
Perdê-lo é viver em vão”
Esse ano não foi diferente dos outros em questão de “velocidade em que passou”, talvez até mais rápido. 2008 foi um ano conturbado, e de muitas perdas, e provavelmente isso ajudou e muito.
É estranho pensar que já fazem dois anos. Dois anos que voltei e 2 anos que ele se foi, e é estranho porque realmente não parece. Ainda acho que quando eu entrar lá, vou encontrar ele sentado na poltrona dele, com a cabeça inclinada sobre as mãos, vendo TV e aquele sorriso em ver o neto dele. Apesar de levar uma silenciosa culpa de não ter aproveitado o suficiente, já foi, fazer o quê? O tempo levou...
Mas claro, não posso esquecer das coisas boas, das risadas que eu dei, das notas sofridas e da felicidade ao vê-las, das pessoas interessantes que encontrei, das baladas furadas que fui e que me renderam boas risadas também, enfim, todo ano tem seus prós e contras, e seria ingratidão minha dizer que esse foi mais de contras do que prós, pois não foi. Sei que muita coisa pior podia ter acontecido. Meus problemas são pequenos se comparados ao de muitas pessoas por aí, e é por isso que agradeço, mesmo que silenciosamente, e talvez com um pouco de ceticismo, ao senhor lá de cima.
Como já disse em “Considerações sobre”do 7 para o 8” (com alguns complementos):
Pois a vida é isso, olhar para trás, analisar a experiência e aprender com ela, para que futuramente você faça as mudanças necessárias e seja feliz. E nunca se esqueça de agradecer. Agradecer pela cama que você dorme, pela comida que você come, pela saúde que você pode ter, e, principalmente, pela família que você tem. São eles os únicos que você pode confiar plenamente nesse mundo (aproveite isso enquanto pode).
Esperanças para o próximo ano? Dessa vez, nenhuma. Só torço, e muito, que nada de grave aconteça a ninguém da minha família, pois já foram dois anos de perdas, precisamos de uma folga.
Mudanças para o próximo ano? Muitas em mente, muito poucas que entrarão em ação.
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Cambistas do mundo, morrei-vos...
Fica aqui minha indignação sobre esses seres repugnantes.
No meu caso, pretendia ir ao show da banda Whitesnake, porém enfrentei a mesma situação que eu havia já passado para poder ir ao show do Ozzy Osbourne: a empresa responsável pela venda oficial dos ingressos, TicketMaster, liberou a venda primeiramente somente para as pessoas que possuíam o tal do Cartão de Crédito do Citibank, ou seja, ou você tinha, ou teria de arranjar alguém que tinha.
Para quem não tinha o cartão e não conseguiu alguém com o mesmo, restava esperar a venda sem restrições. O problema é que, ao liberarem a venda, alguns setores já estavam esgotados ou ficariam esgotados em questão de horas. Claro que em ambos os shows a demanda é grande, porém os cambistas acabam comprando a maior parte dos ingressos! E uma boa comprovação disso foi no show do Ozzy Osbourne: VÁRIOS lugares vagos nos setores das cadeiras especiais e nas cobertas, assim como na arquibancada. Duvido que todos aqueles lugares foram de pessoas que compraram e não foram, mas sim dos cambistas que não conseguiram vender e deixaram muitos fãs do lado de fora do Palestra Itália, pois queriam cobrar mais que o dobro do valor original dos ingressos (que já era caro, diga-se de passagem).
A lei proíbe ágio de mais de 20% sobre revenda dos ingressos – por isso quase todos os postos oficiais de venda, senão o próprio lugar que será realizado o evento, cobram essa “taxa de conveniência”, vulgo “taxa pague mais caro do que já está” – caso o sujeito seja pego em flagrante :“Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes e as contravenções contra a economia popular” (...), sendo crime dessa natureza: “obter ou tentar obter ganhos ilícitos em detrimento do povo ou de número indeterminado de pessoas mediante especulações (...)”. Pena: detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.
É claro que essa lei não é cumprida (nada como aquela propina) e isso já era de se esperar. Em um pais que mensalão, caixa 2, cartão corporativo sendo usado como cartão de crédito pessoal e etc é rotina, porque deveríamos pensar que se preocupariam com uns merdinhas vendendo ingresso absurdamente mais caro, ainda mais quando eles conseguem comprar antes mesmo de vendas serem liberadas?
Se ao menos todos tivessem consciência que se não comprassem os ingressos dos cambistas, eles estariam fudidos, talvez algo mudasse (provavelmente os cambistas vendendo um pouco mais barato)...
Enquanto isso, fica aqui a dica : Vai ter show da tua banda predileta? Entre na fila pra comprar 2 dias antes de liberarem as vendas, pois assim como eu, você não tem mais nada para fazer da vida. E não se esqueça de levar um amigo que tenha o cartão Citibank.
Cambistas do mundo, morrei-vos, vós não tendes nada a perder a não ser vossas escrotas vidas.
(e sim, eu sei que não existe “morrei-vos” )
sexta-feira, 21 de março de 2008
Há um tempo...
Porra, porque diabos você se deu o trabalho de digitar isso?
Olhei o post passado e vi que estava demasiadamente depressivo, então resolvi alegrar um pouco as coisas! Aquilo faz tempo e ja me redimi com o acontecimento!
A vida continua, e muito bem obrigado!
Provas chegando, então mais um bom tempo sem nem pensar neste blog - o que eu acho bom, escrever aqui quer dizer que tenho tempo livre para inutilidades bem grandes (apesar de, no fundo, não considerar reflexão, seja ela de si próprio ou sobre outras coisas, inutilidade).
Até uma próxima, quem sabe...
sábado, 16 de fevereiro de 2008
...
Digitei diversos parágrafos sobre um assunto, contudo, apaguei tudo. Talvez o que realmente expresse o meu sentimento é a reticência.
Um ponto para cada desgosto.
...
IDC
(bem que poderiam ser 5 pontos hehehe)
