segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Bad luck comes in 3´s

Essa é uma famosa frase que ultimamente tem estado bem presente em minha vida. Dediquei algum tempo útil (de sono) dela para pesquisar as origens dessa frase.
Após uma exaustiva e curta pesquisa (hahaha) cheguei a isso:

O número três é de grande importância simbólica : Os três porquinhos, Os três mosqueteiros, Os três Patetas, Os Três Reinos (The Three Kingdoms), Os Três Anéis dados aos Elfos em Os Senhor dos Anéis, A Divina Comédia de Dante Alighieri é dividida em 3 partes, cada uma contendo 33 'cantos' compostos em Tercetos. Simbolo dos 3 poderes - jurídico, executivo e legislativo. Até em jogos ele aparece - Triforce de Legend of Zelda.
Quase todo mundo conta até 3 para tentar fazer algo em sincronia - "Todo mundo no três hein!?"

Porém esse número também possui suas propriedades supersticiosas. Na China, três é considerado um número bom! Contudo, no Vietnam é ruim ter uma foto com três pessoas nela.
Como estou com preguiça de traduzir : "There is a superstition that states it is unlucky to take a third light, that is, to be the third person to light a cigarette from the same match or lighter. This is commonly believed to date from the trenches of the First World War when a sniper might see the first light, take aim on the second and fire on the third."

Entretanto a frase "Bad luck comes in 3´s" é mais provável que venha da Santíssima Trindade - três é o simbolo da Trindade : Pai, Filho e Espírito Santo. Se alguém macular o dogma, transgredindo a "Lei Sagrada", irá atrair para si mesmo desastre, e talvez perder o poder da sua alma para o diabo - vulgo ir pro inferno. Pelo que interpretei, você sera castigado 3 vezes, uma pela Pai, uma pelo Filho e outra pelo Espírito Santo. (isso não estava escrito em lugar nenhum, porém não deixa der ser uma boa interpretação)

Minha leva de azar começou semana retrasada, infelizmente de maneira nada agradável -óbvio, caso contrário não seria AZAR - porém intuitivamente aguardada (esse que é o pior, acho que de tanto imaginar o contrário, ele acaba acontecendo). Essa semana ja pintou a segunda leva, bem mais desagradável. Se continuar nesse ritmo, semana que vem nem quero ver o que vai ser! Apesar de que ja estou esperando pelo pior, como sempre. (pra melhorar, bem na época do meu aniversário)

Sou católico não praticante (nem um pouco, diga-se de passagem) e nem sou muito supersticioso. Mas fico pensando, e se tudo isso for verdade?...

Enfim, se não fosse meu excesso de sono e peso na consiência de amanha ter que levantar cedo, provavelmente eu iria continuar a escrever sobre o assunto (tá certo, provavelmente não iria, mas gosto de pensar o contrário), porém a vida real me chama.

Boa semana a mim mesmo! Hahaha

domingo, 16 de agosto de 2009

Gran Torino

Não, esse post não será uma review sobre o filme e nem nada parecido...

Adiei tanto para ver este filme, talvez porque eu sabia que, pelo que eu havia lido, lembraria-me de uma pessoa. Uma pessoa que ja sei foi há 2 anos, e que mesmo assim ainda parece estar tão viva e presente. Uma pessoa bem parecida com o ator principal, Walt Kowalski, um velho durão que no fundo possuía um coração enorme.

Nunca me deixei ao luxo de escrever algo sobre ele (apesar de ter o mencionado em vários posts), principalmente porque as lágrimas surgem em meio a sorrisos de boas lembranças. É engraçado, sentir uma tristeza tão profunda ao lembrar de uma pessoa tão cheia de energia e especial. Lembro-me de uma certa senhorita ter-me dito uma vez que ao lembrar do avô dela, ela sentia uma coisa tão boa, tão especial... A verdade é que eu também sinto, mas a tristeza é maior. Aquela imagem no hospital, nunca vou esquecer...

A tristeza vem acompanha não somente pela falta dele, mas sim pelo peso que carrego de não ter feito tanta coisa quanto deveria. De não ter ficado mais tempo naqueles almoços em família. De não ter conseguido fazer um cartão realmente decente de aniversário. De ter estado longe dele por 5 aniversários seguidos (essa talvez não tenha sido minha culpa). De...de não ter dito "Eu te amo vô"...

Mas ah sim, os bons momentos. Esses foram muitos. Ele me ensinando a chutar com a "canhota" : "André! Você escreve com a esquerda e chuta com a direita!? Isso não está certo!". Comprando-me aqueles brinquedos que minha mãe não queria me dar, hehehe. Lembro-me dele entrando pela porta do corredor com uma bola de futebol americano nas mãos, hahaha! Que saudades. Que saudades até das lições de moral que tinha que ouvir.


Esse é um texo que não vai fazer diferença em muita coisa pra ninguém, e nem para ele - acho que onde ele está não tem internet, mas ao menos consigo alivar um peso que venho carregando há muito tempo, há muito tempo mesmo.

Ironicamente, apesar de ele defender a frase "Homens não choram", em meio a lágrimas, deixo aqui esta frase :

Eu te amo vô

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So tenderly your story is
nothing more than what you see
or what you've done or will become
standing strong do you belong
in your skin; just wondering

gentle now the tender breeze blows
whispers through my Gran Torino
whistling another tired song (...)



segunda-feira, 22 de junho de 2009

Seja feliz...


Bem, nem adianta falar que esse semestre passou muito rápido, pois já dediquei um post sobre o assunto, não é verdade? Pois é, tenho que me conformar com isso!

Já gostaria de alertar que esse realmente é um post inútil para a vida de você que, provavelmente, entrou aqui por acaso. Não se dê o trabalho de ler.


Eu estou bem cansado de várias situações, de várias pessoas, enfim, de várias coisas. Gostaria de um tempo pra conseguir pensar em tudo isso. Mas...
Por onde começar? Tanta coisa para ser dita, pensada, analisada, mas ao mesmo tempo, tão pouco tempo pra fazer tudo isso. Pensar na vida é algo que toma um tempo enorme, e não posso perder tanto tempo, pois eu a preciso viver. Como já cantaria o senhor David Coverdale:


“Tho I keep searching for an answer,
I never seem to find what I´m looking for”


Mas de tudo que consegui analisar nesses dias de folga que tive, é que realmente há certas coisas que não merecem minha atenção, porque realmente elas não vão ter uma resposta. Eu sei que isso é a coisa mais óbvia que todo ser humano pode concluir, mas é algo tão gratificante, e ao mesmo tempo ruim descobrir isso. Ruim? Porque ruim? Porque mesmo você não querendo aquilo fica ali, matutando, como uma vozinha chata suspirando no teu ouvido. Engraçado, em uma mistura de ódio, desconforto, decepção e alegria, eu consigo me livrar dela - nada que uma boa dose de paciência não resolva.


Aprendi que não devemos correr atrás de coisas que estão na cara que não irão ter futuro. Ás vezes o orgulho é mais forte e pressiona você a fazer qualquer coisa para conseguir o teu objetivo, mesmo que ele seja um tanto quanto inútil. É assim mesmo, acontece, mas não deixe isso virar freqüente.


Aprendi também que às vezes não é porque você está rodeado de pessoas que pensam diferente de você, significa que você está errado. Não é porque você é o único que não fez/faz tal coisa é que você é o estranho. Não é porque você é o único que segue à risca seus valores morais é que você seja o “sem graça”. Tudo depende.
Hoje em dia basear-se pelos outros é algo muito complicado. Creio que em uma sociedade em que “ficar bem louco” de tanto beber é sinônimo de orgulho entre as conversas, não se deva depositar muita confiança.


O mais importante de tudo é ser feliz. Feliz com o que você é, com o que você pode ser, e não com o que a sociedade quer que você seja. Você é único. Pode-se encaixar em algumas descrições de horóscopo, descrição de personalidade, mas você possui algo que é intrínseco e não vai existir nada igual. Todo mundo julga os outros, isso é inevitável (eu me incluo nisso, apesar de sempre tentar não o fazer), mas saiba não absorver o julgamento alheio, aprenda a analisá-lo e tirar o melhor, se houver, dele.


Pra fechar, como não poderia faltar: Não escrevi tudo o que eu queria, mas é o tão longe que consigo chegar, aproveitando uma frase o Drummond:


“A minha vontade é forte, mas a minha disposição de obedecer-lhe é fraca.”


E também, algo que não fará sentido, apenas pra mim, vou deixar uma parte da música cujo trecho eu usei no começo do post.


“An here I go again on my own
Goin down the only road Ive ever known,
Like a drifter I was born to walk alone
cos I know what it means
To walk along the lonely street of dreams”



Boas férias para quem tiver, pois não voltarei a postar tão cedo, creio eu – pelo menos não no próximo mês!