Era assim que eu começaria esse post. Pois é, da pra ver que já se passou um tempo desde que o comecei e não acabei. Por isso, vou aproveitar o arquivo do Word e compilar mais algumas idéias do tipo “Considerações de final de ano”.
as horas
viraram minutos.
Agora, nada demora como outrora.
A velocidade da luz
não é nada,
se comparada com rapidez dos momentos...”
Todo mundo anseia pelos seus 18 anos, e isso é inegável. O ano que você pode tirar sua CH, ano que FINALMENTE você pode esfregar sua identidade – original – na cara daquele segurança lazarento que sempre implicou com você enquanto ele deixava aquela teu amigo (a), mais novo que você, entrar. Você pode comprar bebida no mercado e ainda torcer para pedirem sua identidade. Você pode chamar aquele teu amigo de 17 anos de “Pirralho, menor de idade”. É...Parabéns, você conseguiu! Você conseguiu chegar na fase da tua vida que é hora de começar a criar responsabilidade, e isso, realmente, vai tomar teu tempo.
Responsabilidade. Será que só isso contribui para que o tempo passe mais rápido? Creio que ela não seja a única responsável, apesar de ajudar um pouco (ou bastante, dependendo da situação). O problema é que com o tempo, você ganha mais conhecimento de certos assuntos, começa a se interessar por coisas que antes você, vamos dizer, não precisava se interessar (isso não deve ter ficado muito claro, mas, mais uma vez ressalto que a compreensão dos meus textos só importa a mim mesmo), assim, você quer, e às vezes precisa, fazer mais coisas no mesmo espaço de tempo de antes! Aquele “Eu vou fazer blábláblá” passa a ser “Eu queria fazer blábláblá, mas não vai dar tempo, deixarei pra amanhã” (e amanhã a história se repete).
Muitos dizem que a rotina toma tempo. Engraçado, eu tinha uma rotina aos 14, 15... 17 anos e mesmo assim ainda acho que meu tempo encurtou. Não vou mentir que, essa tal de rotina ajuda um pouco. Mas não, ela não é a única. Talvez, nem somando ela à responsabilidade (pra mim, elas estão ligadas de certa forma) seria possível entender porque isso ocorre.
Perdê-lo é viver em vão”
Esse ano não foi diferente dos outros em questão de “velocidade em que passou”, talvez até mais rápido. 2008 foi um ano conturbado, e de muitas perdas, e provavelmente isso ajudou e muito.
É estranho pensar que já fazem dois anos. Dois anos que voltei e 2 anos que ele se foi, e é estranho porque realmente não parece. Ainda acho que quando eu entrar lá, vou encontrar ele sentado na poltrona dele, com a cabeça inclinada sobre as mãos, vendo TV e aquele sorriso em ver o neto dele. Apesar de levar uma silenciosa culpa de não ter aproveitado o suficiente, já foi, fazer o quê? O tempo levou...
Mas claro, não posso esquecer das coisas boas, das risadas que eu dei, das notas sofridas e da felicidade ao vê-las, das pessoas interessantes que encontrei, das baladas furadas que fui e que me renderam boas risadas também, enfim, todo ano tem seus prós e contras, e seria ingratidão minha dizer que esse foi mais de contras do que prós, pois não foi. Sei que muita coisa pior podia ter acontecido. Meus problemas são pequenos se comparados ao de muitas pessoas por aí, e é por isso que agradeço, mesmo que silenciosamente, e talvez com um pouco de ceticismo, ao senhor lá de cima.
Como já disse em “Considerações sobre”do 7 para o 8” (com alguns complementos):
Pois a vida é isso, olhar para trás, analisar a experiência e aprender com ela, para que futuramente você faça as mudanças necessárias e seja feliz. E nunca se esqueça de agradecer. Agradecer pela cama que você dorme, pela comida que você come, pela saúde que você pode ter, e, principalmente, pela família que você tem. São eles os únicos que você pode confiar plenamente nesse mundo (aproveite isso enquanto pode).
Esperanças para o próximo ano? Dessa vez, nenhuma. Só torço, e muito, que nada de grave aconteça a ninguém da minha família, pois já foram dois anos de perdas, precisamos de uma folga.
Mudanças para o próximo ano? Muitas em mente, muito poucas que entrarão em ação.


