terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Tempo e algo mais...

“Há tempos (especificamente 5 meses e 29 dias) que não postei nada, e para falar a verdade, nem sabia que tinha passado tanto tempo desde a última postagem! Acho que nada melhor do que voltar a postar com um tópico que me intriga tanto: Tempo”
Era assim que eu começaria esse post. Pois é, da pra ver que já se passou um tempo desde que o comecei e não acabei. Por isso, vou aproveitar o arquivo do Word e compilar mais algumas idéias do tipo “Considerações de final de ano”.


"Os dias viraram horas,
as horas
viraram minutos.
Agora, nada demora como outrora.
A velocidade da luz
não é nada,
se comparada com rapidez dos momentos...”


Sabe quando você percebe que antes você conseguia fazer 4 coisas distintas no dia e agora mal consegue fazer 3? Sabe quando 1 hora já não significa muito tempo e sim “Só isso!?”? Sabe aquele “Tenho o resto do dia inteiro” que passa tão rápido quanto 1 hora? Se sim, você faz idéia do porquê? Você já percebeu que, até seus 18 anos (entenda-se que você, que está lendo, já tenha mais que 19 anos, ao menos) o tempo passou realmente devagar se comparado aos anos conseguintes?


Todo mundo anseia pelos seus 18 anos, e isso é inegável. O ano que você pode tirar sua CH, ano que FINALMENTE você pode esfregar sua identidade – original – na cara daquele segurança lazarento que sempre implicou com você enquanto ele deixava aquela teu amigo (a), mais novo que você, entrar. Você pode comprar bebida no mercado e ainda torcer para pedirem sua identidade. Você pode chamar aquele teu amigo de 17 anos de “Pirralho, menor de idade”. É...Parabéns, você conseguiu! Você conseguiu chegar na fase da tua vida que é hora de começar a criar responsabilidade, e isso, realmente, vai tomar teu tempo.


Responsabilidade. Será que só isso contribui para que o tempo passe mais rápido? Creio que ela não seja a única responsável, apesar de ajudar um pouco (ou bastante, dependendo da situação). O problema é que com o tempo, você ganha mais conhecimento de certos assuntos, começa a se interessar por coisas que antes você, vamos dizer, não precisava se interessar (isso não deve ter ficado muito claro, mas, mais uma vez ressalto que a compreensão dos meus textos só importa a mim mesmo), assim, você quer, e às vezes precisa, fazer mais coisas no mesmo espaço de tempo de antes! Aquele “Eu vou fazer blábláblá” passa a ser “Eu queria fazer blábláblá, mas não vai dar tempo, deixarei pra amanhã” (e amanhã a história se repete).
Muitos dizem que a rotina toma tempo. Engraçado, eu tinha uma rotina aos 14, 15... 17 anos e mesmo assim ainda acho que meu tempo encurtou. Não vou mentir que, essa tal de rotina ajuda um pouco. Mas não, ela não é a única. Talvez, nem somando ela à responsabilidade (pra mim, elas estão ligadas de certa forma) seria possível entender porque isso ocorre.


“Matar o tempo é matar-se sem sentido
Perdê-lo é viver em vão”


A partir do momento que você toma consciência de tudo isso (o que foi citado e o que foi deixado de lado por preguiça do escritor) é que a sua vida muda. Você começa a repensar se deve gastar o seu precioso tempo fazendo certa coisa, ou conversando com certa pessoa, ou tentando conquistar certa menina. Você começa a pensar se realmente está fazendo o certo com o tempo que lhe resta, se você está realmente aproveitando-o ou está deixando passar oportunidades que demorarão em voltar ou, talvez, nunca irão voltar. Você começa a olhar as pessoas mais velhas (principalmente os idosos), que já viveram e sofreram bem mais que você e pergunta-se “Será que elas aproveitaram a vida o suficiente? Será que elas são felizes por terem feito o que fizeram?”. E, principalmente, você começa a se perguntar se você está passando tempo suficiente com seus pais e parentes mais velhos, pois quando acabar, aí sim, vai ser a hora que você vai se arrepender de não ter ido visitar a sua avó ao invés de ter ido à casa do teu amigo.


Esse ano não foi diferente dos outros em questão de “velocidade em que passou”, talvez até mais rápido. 2008 foi um ano conturbado, e de muitas perdas, e provavelmente isso ajudou e muito.
É estranho pensar que já fazem dois anos. Dois anos que voltei e 2 anos que ele se foi, e é estranho porque realmente não parece. Ainda acho que quando eu entrar lá, vou encontrar ele sentado na poltrona dele, com a cabeça inclinada sobre as mãos, vendo TV e aquele sorriso em ver o neto dele. Apesar de levar uma silenciosa culpa de não ter aproveitado o suficiente, já foi, fazer o quê? O tempo levou...
Mas claro, não posso esquecer das coisas boas, das risadas que eu dei, das notas sofridas e da felicidade ao vê-las, das pessoas interessantes que encontrei, das baladas furadas que fui e que me renderam boas risadas também, enfim, todo ano tem seus prós e contras, e seria ingratidão minha dizer que esse foi mais de contras do que prós, pois não foi. Sei que muita coisa pior podia ter acontecido. Meus problemas são pequenos se comparados ao de muitas pessoas por aí, e é por isso que agradeço, mesmo que silenciosamente, e talvez com um pouco de ceticismo, ao senhor lá de cima.


Como já disse em “Considerações sobre”do 7 para o 8” (com alguns complementos):
Pois a vida é isso, olhar para trás, analisar a experiência e aprender com ela, para que futuramente você faça as mudanças necessárias e seja feliz. E nunca se esqueça de agradecer. Agradecer pela cama que você dorme, pela comida que você come, pela saúde que você pode ter, e, principalmente, pela família que você tem. São eles os únicos que você pode confiar plenamente nesse mundo (aproveite isso enquanto pode).



Esperanças para o próximo ano? Dessa vez, nenhuma. Só torço, e muito, que nada de grave aconteça a ninguém da minha família, pois já foram dois anos de perdas, precisamos de uma folga.

Mudanças para o próximo ano? Muitas em mente, muito poucas que entrarão em ação.



Feliz 2009 !

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Cambistas do mundo, morrei-vos...

Fica aqui minha indignação sobre esses seres repugnantes.

É totalmente revoltante a situação que as pessoas passam toda vez que querem assistir algum show de uma banda famosa (como no meu caso) ou a alguma partida clássica de futebol. Deparamo-nos com a falta de ingressos nos postos de venda e com a abundância de ingressos nas mãos daqueles cambistas escrotos.

No meu caso, pretendia ir ao show da banda Whitesnake, porém enfrentei a mesma situação que eu havia já passado para poder ir ao show do Ozzy Osbourne: a empresa responsável pela venda oficial dos ingressos, TicketMaster, liberou a venda primeiramente somente para as pessoas que possuíam o tal do Cartão de Crédito do Citibank, ou seja, ou você tinha, ou teria de arranjar alguém que tinha.

Para quem não tinha o cartão e não conseguiu alguém com o mesmo, restava esperar a venda sem restrições. O problema é que, ao liberarem a venda, alguns setores já estavam esgotados ou ficariam esgotados em questão de horas. Claro que em ambos os shows a demanda é grande, porém os cambistas acabam comprando a maior parte dos ingressos! E uma boa comprovação disso foi no show do Ozzy Osbourne: VÁRIOS lugares vagos nos setores das cadeiras especiais e nas cobertas, assim como na arquibancada. Duvido que todos aqueles lugares foram de pessoas que compraram e não foram, mas sim dos cambistas que não conseguiram vender e deixaram muitos fãs do lado de fora do Palestra Itália, pois queriam cobrar mais que o dobro do valor original dos ingressos (que já era caro, diga-se de passagem).

A lei proíbe ágio de mais de 20% sobre revenda dos ingressos – por isso quase todos os postos oficiais de venda, senão o próprio lugar que será realizado o evento, cobram essa “taxa de conveniência”, vulgo “taxa pague mais caro do que já está” – caso o sujeito seja pego em flagrante :“Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes e as contravenções contra a economia popular” (...), sendo crime dessa natureza: “obter ou tentar obter ganhos ilícitos em detrimento do povo ou de número indeterminado de pessoas mediante especulações (...)”. Pena: detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.

É claro que essa lei não é cumprida (nada como aquela propina) e isso já era de se esperar. Em um pais que mensalão, caixa 2, cartão corporativo sendo usado como cartão de crédito pessoal e etc é rotina, porque deveríamos pensar que se preocupariam com uns merdinhas vendendo ingresso absurdamente mais caro, ainda mais quando eles conseguem comprar antes mesmo de vendas serem liberadas?

Se ao menos todos tivessem consciência que se não comprassem os ingressos dos cambistas, eles estariam fudidos, talvez algo mudasse (provavelmente os cambistas vendendo um pouco mais barato)...

Enquanto isso, fica aqui a dica : Vai ter show da tua banda predileta? Entre na fila pra comprar 2 dias antes de liberarem as vendas, pois assim como eu, você não tem mais nada para fazer da vida. E não se esqueça de levar um amigo que tenha o cartão Citibank.


Há há há ...


Enfim, uma linda mensagem á todos os cambistas de merda:


Cambistas do mundo, morrei-vos, vós não tendes nada a perder a não ser vossas escrotas vidas.



(exagerei nos palavrões, peço perdão, porém a raiva é grande)

(e sim, eu sei que não existe “morrei-vos” )

sexta-feira, 21 de março de 2008

Há um tempo...

Há um tempo eu não escrevo nada, e realmente este não vai ser o post que irei voltar a fazer isso!

Porra, porque diabos você se deu o trabalho de digitar isso?
Olhei o post passado e vi que estava demasiadamente depressivo, então resolvi alegrar um pouco as coisas! Aquilo faz tempo e ja me redimi com o acontecimento!

A vida continua, e muito bem obrigado!

Provas chegando, então mais um bom tempo sem nem pensar neste blog - o que eu acho bom, escrever aqui quer dizer que tenho tempo livre para inutilidades bem grandes (apesar de, no fundo, não considerar reflexão, seja ela de si próprio ou sobre outras coisas, inutilidade).

Até uma próxima, quem sabe...

sábado, 16 de fevereiro de 2008

...

Digitei diversos parágrafos sobre um assunto, contudo, apaguei tudo. Talvez o que realmente expresse o meu sentimento é a reticência.

Um ponto para cada desgosto.

...

IDC

(bem que poderiam ser 5 pontos hehehe)

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Reflexões sobre uma viagem...

Devido a excesso de preguiça e uma mínima falta de tempo, só hoje decidi postar algumas reflexões sobre uma viagem!
Deixo bem claro que tudo aqui escrito é sob meu aspecto de vista, talvez eu possa estar errado para você que está lendo, porém é o que eu penso atualmente.


(Glacial Perito Moreno - El Calafate, Argetina. Como fui eu que tirei, peço para que não a copiem)


Essa foi minha primeira viagem para fora do Brasil, e a segunda que o intuito era entrar em contato com a natureza. Para deixar claro, viajei pela Patagônia Argentina e Chilena.
A maioria das paisagens resumiam-se a Glaciais, como o Glacial Perito Moreno, montanhas circundadas de lagos de águas vindas dos glaciais (100% potáveis heheh), enfim, a paisagem era deslumbrante. Em alguns momentos, até arrisco dizer que devo ter entrado em contato com alguma força sobrenatural, ou Deus (meu conceito de Deus é um pouco diferente), pois a sensação que senti diante daquelas paisagens era inexplicável!


Durante toda a “aventura” (foi uma “light adventure” , como dizem), divaguei sobre aquela natureza e a situação de constante desaparecimento. Como é possível algo que levou milhares de anos estar desaparecendo em tão pouco tempo? Claro que a resposta é o efeito estufa, porém a pergunta possui uma outra implícita: “Como chegamos a esse ponto?”.
Eu entendo que quando o efeito estufa se iniciou, talvez não tínhamos consciência do mal tão grande que estaríamos fazendo para a natureza e conseqüentemente para nós mesmos, caso providencias não fossem tomadas. A parte que não compreendo é aquela em que tomamos consciência e ainda sim continuamos a, literalmente, “fuder” com tudo! (palavrões às vezes são necessários).


Será que somos tão idiotas a ponto de SABER que estamos prejudicando tudo ao nosso redor e mesmo assim não paramos? Sim, somos. Nosso grande problema é que não pensamos em escalas globais! Por exemplo, quando você esta andando na rua, pega o último Trident do pacote, porém não tem nenhum lixo por perto, ai então você “sem-querer” joga no chão com aquele sentimento de “um papel a menos, ou a mais não faz muita diferença”. Espero ter sido claro neste exemplo (apesar achar que não fui). Pois é, claro que um único papel no chão não fará grande diferença, porém imagine se todos daquela mesma rua jogassem um papel, da rua paralela também. Agora de todas as ruas da cidade, todas as avenidas, ruas, becos, vielas, alamedas, etc do estado, do pais, do continente...Tudo ao mesmo tempo, com aquele mesmo sentimento de “não faz diferença”.
A quantidade de lixo seria (na verdade é) enorme. Tudo isso poluindo rios, entupindo esgotos etc. Pois é, aquele papelzinho FEZ DIFERENÇA! Mesma coisa do exemplo passado pode ser aplicada as industrias que emitem quantidades diárias absurdas de poluentes, aos latifundiários que desmatam áreas florestais para “garantir o seu” (se é que me entendem), etc.


Óbvio que a solução seria educar as pessoas para que não façam isso, porém, se essa consciência não é implementada desde criança, é quase impossível ensiná-la posteriormente. (eu disse QUASE). Então, a idéia é educar as atuais crianças com a chamada “consciência verde”. Ótimo! Daqui 18 anos talvez elas já comecem a tentar mudar algo. Infelizmente, em termos de Glaciais, dezoito anos podem significar o desaparecimento deles, conseqüentemente, o nível do mar aumentará, ilhas sumirão e quem sabe, estaremos prestes a dar um adeus a Veneza!


Estamos rumando ao fim de muitas coisas, e talvez o início de outras. A questão é saber se vão ser ruins ou péssimas...


Voltando a viagem, deixarei de lado a natureza e enfocarei na parte urbana.


Todas as cidades Argentinas que conheci foram, ao contrário do que muitas pessoas dizem, extremamente receptivas. As pessoas eram muito simpáticas e pareciam realmente gostar de brasileiros! No Chile foi a mesma coisa, a única diferença foi que, devido a valorização do peso chileno, o custo de vida é mais caro do que o argentino, porém ainda sim é mais barato do que o brasileiro.


O custo de vida brasileiro é uma piada. Eu pago mais barato para comer uma carne brasileira no Chile do que no próprio Brasil!
A quantidade de imposto que temos nesse país é absurda! Na Argentina, apesar de cada peso valer mais ou menos 3 dólares, eles conseguem ter preços quase iguais ao dos USA (eu disse quase). No Brasil, cada real vale 1,77 dólares e os preços chegam a ser 150% mais caros do que nos USA. (às vezes até mais, principalmente na parte de automóveis e eletrônicos) Vamos a alguns exemplos:
- Perfumes -> 100ml de um certo perfume custa 40 dólares, aqui no Brasil mais de 180 reais.
- Vestuário -> tênis custa 130 dólares lá fora, e aqui mais de 550 reais.
- Eletrônica -> Essa parte nem se fala, é extremamente revoltante comparar preços!
- Automóveis -> Idem ao de cima.
Eu até entendo que eles queiram “proteger” os produtos nacionais, mas tudo tem limite! O governo reclama de pirataria, mas quem vai pagar 110 reais em um show em DVD, quando na verdade ele não custa mais de 50 reais lá fora?
No Chile, disseram-me que os ônibus eram importados do Brasil. Achei realmente estranho, porque eles eram no mínimo duas vezes melhores do que os que circulam por aqui (pelo menos em São Paulo). Que tipo de país exporta coisa melhor do que ele próprio usa?


As coisas não melhoram porque, resumidamente, o governo não quer. O Brasil é um país que teria tudo para virar uma potência, mas existe uma série de fatores que não nos permite. Eu até poderia dissertar sobre alguns (porque sobre todos seria impossível), mas os principais todo mundo já conhece e dispensa comentários. (ou simplesmente porque estou com preguiça de digitar)


Conclusão sobre essa viagem: Perfeita! Principalmente pelo frio que fazia, pois não sou muito adepto a calor (só se eu estiver na praia). Recomendo que visitem os Glaciais antes que eles sumam, pois cidades famosas estrangeiras irão, sem dúvida nenhuma, durar mais do que eles!


(pra variar, acho que não escrevi tudo que eu queria)


segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

I´m back! Hell Yeah! (odeio ter que usar inglês em títulos)

Devido a uma merecida e muito esperada viagem, fiquei um bom tempo sem escrever nada.

Este post deveria conter algumas considerações (hehehe) sobre tal viagem, contudo deixarei-as para o próximo post, pois minha inspiração e dedicação para escrever agora se resumem a nada.

Mas então para que eu postei isto aqui? Só para dar o ar de minha graça!

Brincadeiras à parte...

Queria que este blog soubesse que eu não morri e nem desisti de continuar a escrever nele, apesar da minha ausência.

Enfim, no próximo post prometo mais um daqueles compridos, entediantes e inúteis (bem, talvez o próximo seja o mais útil que eu já postei aqui) textos, com aquela gramática escrota e cheia de reflexões entre parênteses (que convenhamos, é o mais legal! Ops...).

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Considerações sobre "do 7 para o 8"

Vou iniciar o post com um texto sobre 2007 que eu tinha guardado aqui...


“Faz meses que eu queria escrever algo aqui. Tem tanta coisa passando pela minha cabeça que eu não consigo organizá-las de uma forma descente e propícia a se tornarem um texto!
Às vezes me pergunto porquê eu tenho essa necessidade de escrever algo, mas já cansei de tentar compreender. Talvez eu tenha mudado tanto que nem eu mesmo percebi.
Não estou falando em mudanças “aparentes”, e sim psicológicas (calma, não sou psicopata e nem estou perto da loucura), daquelas que raramente alguém vai perceber.


Estava fuçando coisas na minha pasta no computador, e acabei por achar um texto que eu pretendia colocar neste espaço há algum tempo atrás – mais exatamente em Janeiro. Tal texto continha um trecho assim “Não aproveitei quatro anos com eles, por eu estar em outra cidade, e para quem tem avós com quase 90 anos, esse tempo perdido é muito. Preciso recuperar o tempo perdido e desfrutar o que me resta com eles, pois quando acabar, não quero vir aqui escrever que deveria ter aproveitado mais”. Ironicamente, eu tenho que escrever: Eu deveria ter aproveitado mais.
Eu teimo em culpar a faculdade por tomar todo o meu tempo. Porém, neste caso, culpo-me indescritivelmente por ter saído mais cedo daqueles inúmeros almoços de domingo na casa dos avós para ir estudar, deixar de passar para falar um simples “Oi vô, como você está?” etc.


Esse ano não foi (eu sei que ainda não acabou) muito agradável para mim. Além de vivenciar momentos realmente trágicos e traumáticos, eu consegui viver, MAIS UM VEZ, olhando para o passado (e vou continuar vivendo assim após terminar esse texto), o que realmente me deixa puto! Poderia ter aproveitado mais a faculdade, as experiências novas, porém por mais que eu não queria, pensar constantemente nas coisas como elas poderiam ter sido está fora do meu controle e ocupa muito tempo da minha vida.
Outra coisa que está contribuindo muito para a qualidade deste ano é essa tal de Engenharia. Não que eu esteja infeliz - não me vejo fazendo outra coisa além disto – o problema é que me impus padrões EXTREMAMENTE altos a serem alcançados e às vezes eu não consigo atingi-los, mesmo passando finais de semana inteiros estudando...
(se alguém da faculdade ler essa parte, tenho certeza que vão me xingar, hehehe).
(...) “.


Observações sobre o texto acima:
Minhas idéias já estão todas organizadas. Para a necessidade de escrever, criei este blog para saciá-la. Eu ainda concordo com o 2º parágrafo inteiro, e o com 3º também.


Antigamente mudar de ano era algo muito esperado! Principalmente quando eu ainda era menor de idade. Parecia que cada ano até chegar o ano que eu completaria 18 anos iria demorar muito! Mas após fazer 18, tudo ficou mais rápido!
Em 2008 eu já faço 20 anos e tudo continua passando rápido! 2007 foi um rasgo de luz na minha vida, eu pisquei e ele simplesmente passou!
Fico-me perguntando, está passando rápido porque estou aproveitando muito, ou porque não estou aproveitando o suficiente? (mais provável a última opção)


Contudo, apesar de ter sido um ano demasiadamente rápido, creio que amadureci muitos pensamentos que deveriam ser amadurecidos. Foi um dos anos que mais refleti sobre minha vida, e com isso aprendi muita coisa, sobre mim (principalmente) e sobre os outros.
Aprendi que minha intuição raramente falha. Pode parecer meio arrogante, mas nas vezes que eu fui contra ela acabei me dando mal.
Aprendi que “Eu prometo” ou “Eu juro”, não valem mais nada atualmente. A única coisa que as pessoas têm de mais valor (a palavra delas), elas não prezam. Assim, descobri que não posso por minha mão no fogo por ninguém (tirando minha família e um escasso número de amigos).
Aprendi também que por mais cético que eu seja sobre algumas coisas, eu tenho que começar a acreditar nelas.
Aprendi que não posso me preocupar com os problemas dos outros quando eu tenho os meus próprios para serem resolvidos
Aprendi que amor, contrário que muitos falam, não é para fracos. Você tem que ser muito forte para amar e querer manter esse amor (todos os tipos de amor: fraternal, amizade, romance etc).
Enfim, não vem ao caso ficar dissertando sobre tudo.

O fato é que em 2007 virei uma pessoa mais “auto-suficiente” e, como disse uma amiga minha, pessimista (infelizmente tive que concordar com ela) do que eu era.


Confesso que venho aguardando, e muito, a mudança do 7 para o 8 . Queria deixar logo 2007 pra trás e começar um outro ano. Um ano que prometi, a mim mesmo, aproveitar mais, me divertir mais, me importar menos com os outros, enfim fazer tudo o que eu deveria ter feito em 2007 e vejo só agora que não fiz.
Pois a vida é isso, olhar para trás, analisar a experiência e aprender com ela, para que futuramente você faça as mudanças necessárias e seja feliz.
Sinto que fiz isso nos últimos meses antes da virada, e sinceramente nunca me senti mais otimista e autoconfiante na minha vida.


Em 2008 pretendo, na verdade, serei (vamos começar com as mudanças desde já) tudo aquilo que venho planejando ser.

Tenho grandes planos para você, Sr. 2008! Hehehe.



Feliz Ano Novo para todos! (principalmente para você que se deu o trabalho de ler esse inútil texto).