segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Consideração sobre um Natal.

Não será igual ao dos anos passados. Na realidade, nunca mais será...

Enquanto a maioria das famílias têm um natal feliz, esta aqui não, não completamente

Aquela pontada na coração por saber que você não esta aqui presente, e nunca mais estará, ao menos não em corpo (em espírito você sempre estará aos nossos lados).

Esse é o primeiro de muitos que virão, então, espero que entenda nossa tristeza (por mais que eu tentarei não demonstrá-la) neste dia. Nos outros, prometemos estar felizes, não pela sua ausência, mas felizes por lembrar que um dia você fez parte de nossas vidas...

Muito obrigado por tudo que você nos ensinou, e minhas pessoais desculpas por nunca ter aproveitado como eu realmente deveria.

Eu sei que ler um blog não deve ser possível, mas acho que você estava aqui ao meu lado quando escrevi tudo isso!

Saudades de você...

Com amor de alguém que você amou como um FILHO que nunca teve...



Ah sim,

Feliz Natal a todos!

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Divagação 1...

Não sei porque numerei a divagação, mas enfim...Entediem-se à vontade com ela!



Queria ser um andarilho.
Vagar pelo mundo, sem rumo, vivendo apenas o momento, sem me preocupar com o futuro.
Movido apenas por lembranças do desconhecido.
Perguntariam então: E o Amor?
Eu responderia: É o que encontro a cada nascer do sol, e deixo para trás ao fim do dia junto com o horizonte que se distancia.

(texto de minha autoria, se copiar,peça ou ponha meu nome)


A prosa trata-se de querer ir embora, livra-se de tudo. Um andarilho não tem uma vida certa, não fica muito tempo em um mesmo lugar e por isso aprende que não se deve apegar as coisas e nem as pessoas, pois tudo aquilo é temporário. Gostaria eu de ser um andarilho, vagando sozinho (sozinho, como sempre) pelo mundo.
A questão é, mas por diabos eu gostaria de ser um? A resposta é simples: não sei explicar. Talvez a sede de nunca estarmos satisfeitos com aquilo que temos. Como já diria uma música de Raul Seixas:

(...)
Eu devia estar sorrindo e orgulhoso
Por ter finalmente vencido na vida
Mas eu acho isso uma grande piada
E um tanto quanto perigosa


Eu devia estar contente
Por ter conseguido o que eu quis
Mas confesso abestalhado
Que eu estou decepcionado
(...)


É estranho pensar que algum dia eu escrevi tal prosa. Na verdade, frustrante. Não porque eu a tenha achado ruim, mas sim porque continuo com os mesmos sentimentos de quando eu escrevi. As coisas geralmente seguem à diante, sentimentos são deixados para trás, mas infelizmente comigo não parece ser assim.


Eu sei perfeitamente que sou uma pessoa de sorte por ter tudo o que preciso para viver uma vida saudável. O problema é que nem por isso estou satisfeito. Não estou satisfeito por algumas escolhas que fiz na minha vida, e que provavelmente irei me arrepender (elas não têm mais volta. Minto, elas têm, porém com conseqüências drásticas). Não estou satisfeito pela pessoa que estou sendo esse ano (principalmente para com as outras pessoas), e, por mais que me digam “Mude então!”, falta-me força de vontade suficiente para tal.


Caso você tenha lido o post abaixo, irá se perguntar “Poxa, mas ele mesmo disse que tinha amadurecido com as mudanças!”. Pois é, eu amadureci, e apesar do clima do texto, eu não estou completamente frustrado e nem em depressão (palavra horrível). Entretanto, teve muita coisa que eu deveria ter esquecido, mas continuo remoendo por dentro. Eu simplesmente vivo mais para o passado do que para o presente (ironia, pois sempre digo às pessoas que a melhor coisa a se fazer é viver o presente).


Aí, então, que entra esse meu desejo de ir embora. Tirar alguns meses (figuradamente) de férias, mas não convencionais, daquelas com família, amigos etc. Mas sim férias de tudo e de todos. Preciso de um tempo para refletir muita coisa, porém não tenho encontrado ele. Sinto-me um estranho em meu próprio mundo...
Antes que alguns pensem, eu não estou insatisfeito com minhas amizades ou minha família, pelo contrário, melhor que meus amigos e parentes eu não poderia ter!


Confesso que o grande culpado, de meu atual estado, sou eu mesmo. À minha vida cabe a mim mesmo, e conseqüentemente minhas atitudes e decisões. Apesar de não parecer (e eu NÃO deixo isso transparecer), eu me apego a muitas coisas (mais pessoas do que objetos, claro)! Não demonstro isso simplesmente por falta de capacidade de expressão (ou por realmente achar desnecessário), o que me deixa frustrado e feliz ao mesmo tempo (muito complexo essa parte, pois me agrada, de vez em quando, a idéia de ser considerado um cara frio e sem coração).
Imagine que minha mãe não deve saber que eu a amo (por mais que isso esteja subentendido), e por mais que sejam as oportunidades, eu não a digo! Esse ano, já tive uma experiência dessa, e tal me deixou muito mal. Espero que ano que vem eu concerte isso. (outra promessa que soa como piada para mim mesmo).


(Mais um motivo de ser um andarilho, não me apegaria às coisas e pessoas...).


Pode ser que eu esteja errado. Pode ser que do que eu mais precise é estar com todos que eu amo (palavra difícil, mas fica para uma outra divagação), mas o meu atual sentimento é este, e negá-lo é praticamente impossível...


Mas enfim, pararei por aqui, já está grande demais o texto!(na verdade é preguiça de continuar)
É impressionante como eu nunca fico satisfeito com nenhum texto que faço (olha que coincidência,Hahaha)!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Mudanças...

Hoje mesmo deparei-me com um texto falando sobre esse assunto. Achei engraçada a coincidência (como se elas existissem...) de ele “aparecer” na minha frente, pois é um assunto que gerou algumas dificuldades à minha pessoa ultimamente (não só ultimamente), e talvez seja por isso que eu odeio (odiava) tanto esta palavra!


Definitivamente eu não sou um ser adepto as mudanças (ou pelo menos não era), principalmente pessoais. Por mais que eu queira mudar algo, não quero que isso afete diretamente a minha maneira de viver. Entretanto, fico feliz em pensar que não sou o único que é assim:
Todos pensam em mudar o mundo, mas ninguém pensa em mudar a si mesmo”.Leon Tolstoy


A ironia é que mudar é inevitável. Por mais que eu não quisesse, eu mudei. Mudei minha forma de pensar sobre muitas coisas, mudei a maneira de agir diante determinadas situações, mudei meu comportamento social com as pessoas (vulgo elitista), enfim, já não sou o mesmo de um ano atrás, por menos que isso pareça para a maioria das pessoas!
Tais mudanças não foram ruins (há algum tempo eu associava mudança a algo negativo), foram, na realidade, um crescimento pessoal (amadurecimento para os mais leigos).


Verdade seja dita. Mudança e crescimento estão sim, de certa forma, ligados. Não podemos viver estagnados com as mesmas idéias e pensamentos que tínhamos a um certo tempo atrás, é contra a evolução humana (se é que estamos evoluindo, mas isso fica pra uma próxima divagação), cabe a nós aproveitá-las para crescermos e amadurecermos!
Erro nosso (ou apenas meu) pensar que do jeito que está, está bom, e que seria ótimo não mudar! (excluímos aqui mudanças realmente negativas, pois elas existem, claro).
Mudei de cidade duas vezes, sempre achando que seria o fim do mundo, mas agora, reconheço que elas contribuíram muito para a pessoa que eu sou hoje (até para os meus podres, mas isso também fica para uma próxima divagação).


Vale lembrar que não só nós mesmos mudamos, mas sim as pessoas ao nosso redor. Geralmente quando alguém nos diz que uma certa pessoa mudou, concluímos subconscientemente que ela mudou para pior! É extremamente interessante (ao menos para mim é) reparar nisso. Na verdade, não gostamos de receber um “Nossa! Você mudou!”, pois simplesmente achamos que pioramos nessa mudança(sim, generalizando assim), mesmo que isso não seja verdade!
Contudo, se aceitarmos que mesmo mudando, as pessoas essencialmente ainda são as mesmas, o pensamento de que não precisamos mudar de amigos se compreendermos que eles mudam de vez em quando é válido.


Poderia digitar mais um bocado de palavras, dissertar sobre a mudança de rumo de vida, mas infelizmente (ou felizmente, quem sabe), mesmo achando que deveria digitar mais coisas, estou com preguiça (meu maior defeito) de continuar divagando. Deixarei para depois essa parte (até soa como piada isso), pois acredito que ainda irei voltar a pensar sobre este assunto.
Fica aqui então uma consideração final: Se não mudarmos, não estaremos realmente vivendo, apenas seremos os mesmos de sempre, com os mesmos conceitos e nunca atingiremos nosso verdadeiro potencial, portanto, não tenha medo de ouvir "Nossa! Como você mudou!".


A sim, sem fotos nesse post, pois não encontrei uma foto decente!


p.s. E eu achando que só iría postar algo daqui a meses....

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Finalmente! O primeiro de poucos...


Infelizmente (ou felizmente, para você leitor desocupado) demorei bastante para criar coragem e postar algo decente (???) nisto aqui! Mas aqui está: O primeiro post de poucos que virão!


Há algum tempo decidi entrar para o mundo "muderno" e criar um blog. Não para ficar contando sobre o meu dia na casa da minha tia-bisavó - se é que esta denominação existe - mas sim para expor divagações pessoais sobre assuntos diversos.

Inicialmente a idéia era a cada post falar sobre sentimentos que marcam a vida das pessoas (a minha, na verdade): fé, esperança, amor, saudade, etc. Talvez eu siga com ela, talvez não, ou talvez eu nunca mais poste algo aqui, eu infelizmente não posso prever nada (com raríssimas exceções)

É estranho querer expor algo quando se é uma pessoa extremamente reservada. Porém creio que encontrei uma pseudo-felicidade escrevendo (digitando, na verdade), com minha própria lógica racional, sobre coisas que EU sei exatamente do que se tratam e os outros não fazem a mínima idéia! Estou falando em mostrar, mas ao mesmo tempo esconder, se é que alguém entendeu! (não que eu esteja preocupado com a compreensão dos meus textos)

Provavelmente eu seja apenas mais um doido ocioso, que ao invés de estar dormindo, fica bolando textos totalmente desconexos com uma gramática errada e, muitas vezes inventada, para matar uma necessidade absurda de auto-satisfação através de uma exposição não comprometida de seus pensamentos. Ou talvez eu seja um escritor enrustido em um (futuro) engenheiro (está bem, fui longe demais agora)...

Resumindo, o objetivo deste blog é tão igual quanto aos outros bilhões que existem: Inutilidade para alimentar o ócio pessoal e o alheio (você que está lendo isto, diga-se de passagem).


Estou praticamente sem idéias para divagações iniciais, e apesar de não gostar de escrever pouco como fiz desta vez, se eu não postar isso hoje é certeza que amanhã não irei, e, mais uma vez, o blog cairá em esquecimento. Por tanto aqui ao lado vem o ponto final .


p.s: Agradecimentos a uma certa menina pela imagem e música - que você deve estar pensando "Porra, não queria estar ouvindo isso!" (só dar pause).