Não sei porque numerei a divagação, mas enfim...Entediem-se à vontade com ela!
Queria ser um andarilho.
Vagar pelo mundo, sem rumo, vivendo apenas o momento, sem me preocupar com o futuro.
Movido apenas por lembranças do desconhecido.
Perguntariam então: E o Amor?
Eu responderia: É o que encontro a cada nascer do sol, e deixo para trás ao fim do dia junto com o horizonte que se distancia.
(texto de minha autoria, se copiar,peça ou ponha meu nome)
A prosa trata-se de querer ir embora, livra-se de tudo. Um andarilho não tem uma vida certa, não fica muito tempo em um mesmo lugar e por isso aprende que não se deve apegar as coisas e nem as pessoas, pois tudo aquilo é temporário. Gostaria eu de ser um andarilho, vagando sozinho (sozinho, como sempre) pelo mundo.
A questão é, mas por diabos eu gostaria de ser um? A resposta é simples: não sei explicar. Talvez a sede de nunca estarmos satisfeitos com aquilo que temos. Como já diria uma música de Raul Seixas:
(...)
Eu devia estar sorrindo e orgulhoso
Por ter finalmente vencido na vida
Mas eu acho isso uma grande piada
E um tanto quanto perigosa
Eu devia estar contente
Por ter conseguido o que eu quis
Mas confesso abestalhado
Que eu estou decepcionado
(...)
É estranho pensar que algum dia eu escrevi tal prosa. Na verdade, frustrante. Não porque eu a tenha achado ruim, mas sim porque continuo com os mesmos sentimentos de quando eu escrevi. As coisas geralmente seguem à diante, sentimentos são deixados para trás, mas infelizmente comigo não parece ser assim.
Eu sei perfeitamente que sou uma pessoa de sorte por ter tudo o que preciso para viver uma vida saudável. O problema é que nem por isso estou satisfeito. Não estou satisfeito por algumas escolhas que fiz na minha vida, e que provavelmente irei me arrepender (elas não têm mais volta. Minto, elas têm, porém com conseqüências drásticas). Não estou satisfeito pela pessoa que estou sendo esse ano (principalmente para com as outras pessoas), e, por mais que me digam “Mude então!”, falta-me força de vontade suficiente para tal.
Caso você tenha lido o post abaixo, irá se perguntar “Poxa, mas ele mesmo disse que tinha amadurecido com as mudanças!”. Pois é, eu amadureci, e apesar do clima do texto, eu não estou completamente frustrado e nem em depressão (palavra horrível). Entretanto, teve muita coisa que eu deveria ter esquecido, mas continuo remoendo por dentro. Eu simplesmente vivo mais para o passado do que para o presente (ironia, pois sempre digo às pessoas que a melhor coisa a se fazer é viver o presente).
Aí, então, que entra esse meu desejo de ir embora. Tirar alguns meses (figuradamente) de férias, mas não convencionais, daquelas com família, amigos etc. Mas sim férias de tudo e de todos. Preciso de um tempo para refletir muita coisa, porém não tenho encontrado ele. Sinto-me um estranho em meu próprio mundo...
Antes que alguns pensem, eu não estou insatisfeito com minhas amizades ou minha família, pelo contrário, melhor que meus amigos e parentes eu não poderia ter!
Confesso que o grande culpado, de meu atual estado, sou eu mesmo. À minha vida cabe a mim mesmo, e conseqüentemente minhas atitudes e decisões. Apesar de não parecer (e eu NÃO deixo isso transparecer), eu me apego a muitas coisas (mais pessoas do que objetos, claro)! Não demonstro isso simplesmente por falta de capacidade de expressão (ou por realmente achar desnecessário), o que me deixa frustrado e feliz ao mesmo tempo (muito complexo essa parte, pois me agrada, de vez em quando, a idéia de ser considerado um cara frio e sem coração).
Imagine que minha mãe não deve saber que eu a amo (por mais que isso esteja subentendido), e por mais que sejam as oportunidades, eu não a digo! Esse ano, já tive uma experiência dessa, e tal me deixou muito mal. Espero que ano que vem eu concerte isso. (outra promessa que soa como piada para mim mesmo).
(Mais um motivo de ser um andarilho, não me apegaria às coisas e pessoas...).
Pode ser que eu esteja errado. Pode ser que do que eu mais precise é estar com todos que eu amo (palavra difícil, mas fica para uma outra divagação), mas o meu atual sentimento é este, e negá-lo é praticamente impossível...
Mas enfim, pararei por aqui, já está grande demais o texto!(na verdade é preguiça de continuar)
É impressionante como eu nunca fico satisfeito com nenhum texto que faço (olha que coincidência,Hahaha)!