quinta-feira, 19 de julho de 2012

Primeiro de 2012


Tanto tempo sem “escrever”, sem passar para o Word meus pensamentos, que acho que nem lembro mais como se monta um texto direito. Brincadeira, eu nunca soube mesmo. Admito que seja um bom sinal esse longo período sem postar algo por aqui. Como já disse uma vez, quase sempre eram assuntos não tão “felizes”. Esse, entretanto, é um post feliz, ou ao menos deveria ser.

Muito mudou desde meu último texto (sim, aquele revoltado e pesado, no qual parecia que estava prestes a me enforcar), e olhando para quase um ano atrás, vejo como, realmente, tudo acontece no tempo certo. É estranho pensar que talvez nada seja por acaso, que na verdade para cada acontecimento existe um motivo, o qual por mais bagunçado que seja, iremos entender no final. Passei por dias horríveis, para um pouco depois começar a viver os melhores da minha vida. Achei alguém especial para estar ao meu lado. Alguém que acredita em mim, que não desistiu quando eu fui cabeça dura e agi como o verdadeiro “cold guy”, e principalmente, alguém que faz bolinho de chuva pra mim. Meine Liebe...

Há pouco tempo descobri que conseguirei realizar meu tão sonhado plano (não é que eu consegui mesmo?). Dois anos fora do Brasil – realmente uma oportunidade única. Confesso abestalhado, que pensei que seria mais fácil. Mais fácil encarar tudo isso. Anseio pela minha viagem, mas a cada dia que se aproxima é um dia a menos, um dia a menos desses momentos. Metaforicamente, é como estivéssemos escrevendo um texto no qual em determinado momento tivéssemos que inserir uma pausa. Um ponto. Eu sei e nem diria que é um ponto final, apenas aquele para a frase não ficar muito grande. O texto continuará após alguns meses, até aparecer outro, e assim sucessivamente. Tudo depende da vontade dos escritores (que eu sei que é alta).

Ademais, receio por entes queridos. Já tive esse tipo de experiência antes e que me marcou muito. Estava em um momento família, e por alguns minutos simplesmente parei para observar todos. Como é bom ter todo mundo reunido, rindo e, de certa maneira, bem. Arrisco dizer que consegui sentir meu avô ali, comigo, feliz pela família que deixou, mas que ainda faz parte e que com certeza cuida. Acredito também que meu outro avô estava ali, ao lado do meu pai, pensando “Foi a melhor coisa que você fez na vida, meu filho...”. Tenho medo de que durante o percurso mais dois se vão, mas dessa vez sem eu poder dizer adeus. Não quero pensar que meu adeus antes da viagem seja o último...

A rotina, as pessoas, o trabalho... Queria e agora vejo que vou mudar tudo, mas deparo-me com tantas pequenas coisas que sei que sentirei falta. Obviamente que não estou indo para um lugar pior e nem contra minha vontade! Ainda sim, às vezes não posso deixar de pensar em tudo isso.

Contudo, no geral estou muito empolgado (por mais que pelo texto não pareça) pelo que virá! Novos contatos, nova cultura, nova maneira de pensar, “nova” língua. Eu amo desafios, e esse é o maior que já enfrentei na minha vida. Bring it on!

Quem sabe o próximo texto não é direto “dos estrangeiros” ?