Tanto tempo sem “escrever”, sem passar para o Word meus
pensamentos, que acho que nem lembro mais como se monta um texto direito.
Brincadeira, eu nunca soube mesmo. Admito que seja um bom sinal esse longo período
sem postar algo por aqui. Como já disse uma vez, quase sempre eram assuntos não
tão “felizes”. Esse, entretanto, é um post feliz, ou ao menos deveria ser.
Muito mudou desde meu último texto (sim, aquele revoltado e
pesado, no qual parecia que estava prestes a me enforcar), e olhando para quase
um ano atrás, vejo como, realmente, tudo acontece no tempo certo. É estranho
pensar que talvez nada seja por acaso, que na verdade para cada acontecimento
existe um motivo, o qual por mais bagunçado que seja, iremos entender no final.
Passei por dias horríveis, para um pouco depois começar a viver os melhores da
minha vida. Achei alguém especial para estar ao meu lado. Alguém que acredita
em mim, que não desistiu quando eu fui cabeça dura e agi como o verdadeiro “cold
guy”, e principalmente, alguém que faz bolinho de chuva pra mim. Meine Liebe...
Há pouco tempo descobri que conseguirei realizar meu tão
sonhado plano (não é que eu consegui mesmo?). Dois anos fora do Brasil –
realmente uma oportunidade única. Confesso abestalhado, que pensei que seria
mais fácil. Mais fácil encarar tudo isso. Anseio pela minha viagem, mas a cada
dia que se aproxima é um dia a menos, um dia a menos desses momentos. Metaforicamente,
é como estivéssemos escrevendo um texto no qual em determinado momento tivéssemos
que inserir uma pausa. Um ponto. Eu sei e nem diria que é um ponto final,
apenas aquele para a frase não ficar muito grande. O texto continuará após
alguns meses, até aparecer outro, e assim sucessivamente. Tudo depende da
vontade dos escritores (que eu sei que é alta).
Ademais, receio por entes queridos. Já tive esse tipo de
experiência antes e que me marcou muito. Estava em um momento família, e por
alguns minutos simplesmente parei para observar todos. Como é bom ter todo
mundo reunido, rindo e, de certa maneira, bem. Arrisco dizer que consegui
sentir meu avô ali, comigo, feliz pela família que deixou, mas que ainda faz
parte e que com certeza cuida. Acredito também que meu outro avô estava ali, ao
lado do meu pai, pensando “Foi a melhor coisa que você fez na vida, meu
filho...”. Tenho medo de que durante o percurso mais dois se vão, mas dessa vez
sem eu poder dizer adeus. Não quero pensar que meu adeus antes da viagem seja o
último...
A rotina, as pessoas, o trabalho... Queria e agora vejo que
vou mudar tudo, mas deparo-me com tantas pequenas coisas que sei que sentirei
falta. Obviamente que não estou indo para um lugar pior e nem contra minha
vontade! Ainda sim, às vezes não posso deixar de pensar em tudo isso.
Contudo, no geral estou muito empolgado (por mais que pelo
texto não pareça) pelo que virá! Novos contatos, nova cultura, nova maneira de
pensar, “nova” língua. Eu amo desafios, e esse é o maior que já enfrentei na
minha vida. Bring it on!
Quem sabe o próximo texto não é direto “dos estrangeiros” ?


2 comentários:
Caramba André!!!
Quanta notícia boa! Novos desafios, está amando!!! Isso é tão bom!!!
Fico feliz por você e estou torcendo desde sempre!!!
Bom também ver um post otimista, coisa rara tanto no seu, quanto no meu blog também! haha
Gosto de vir aqui e ler suas publicação, me inspira a escrever no meu blog também...
Boa sorte e vai com toda a garra amigo!
:)
Brunaa!
Sem dúvida, muitas notícias boas! Principalmente a do "amando" hihihi =).
Você também vive isso, não é?
De vez em quando é bom escrever algo "feliz", por mais que, no fundo, são as coisas tristes que precisam ser "escritas" - ao menos para mim, e vejo que para você também.
Muito obrigado pelas palavras e pelos votos! Desejo-te tudo em dobro, para todos os projetos de vida que você tem a caminho!
(sorry pela resposta tardia! Entro de vez em nunca com meu login haha)
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