domingo, 5 de setembro de 2010

O catolicismo, a Igreja e Hitler.


Há mais de um ano que estou querendo escrever este post, porém sempre fui deixando-o para depois e o resultado é que só agora, depois da minha indignação voltar a tona, é que decidi por vez o fazer. Não é nenhuma tentativa de convencer ninguém de nada. E deixo claro que discordo da ideia que se eu não sigo a Igreja eu não acredito em Deus. Também não irei comentar sobre os outros tipos de igreja se não a católica, pois teria que entrar no assunto de Igreja como um negócio para fins lucrativos e derivados...


Religião, como todos sabem, é um assunto extremamente delicado a se abordar em qualquer ocasião, desde uma simples conversa com um amigo com outras crenças à um post de um blog, provavelmente pelo fato de ser um tópico muito complexo e tão presente na vida da maioria das pessoas. Já deixo avisado que sou católico não praticante*¹, o que pode ser entendido (via Wikipédia) como um jovem que abandonou a religião para seguir valores morais próprios. Entretanto, muito desses valores morais próprios estão baseados nas Leis da Moral. Arriscaria em dizer que acredito em um catolicismo “melhorado para os dias atuais” (dentro do meu ponto de vista, claro, e sem arrogâncias quando me refiro a melhorado), apesar de mesmo assim não seguir muitas coisas que ele ensina (assim como grande parte dos católicos).

Claro que não passa de uma brincadeira esse "catolicismo melhorado para os dias atuais". O catolicismo em si está fundamentado pela Igreja Católica, e uma vez que se discorda da igreja, você acaba indo contra o catolicismo. Em breves (e bem breves) palavras, acredito que independente da religião de uma pessoa, no final das contas, acreditamos em uma mesma coisa, em uma mesma força superior a tudo e todos, responsável por, um exemplo, eu poder estar digitando este post. Afinal, todas as religiões tem em comum esta tal de Lei Moral (manda um google se não soube o que é), não explicitamente, mas observando mais afundo, perceberemos isso, e me recuso a acreditar que só a "minha religião" é a certa.

Confesso que o motivo por me distanciar da Igreja repousa quase que exclusivamente em todo o passado que ela possui, e infelizmente por não tentar “atualizar” muitos dos dogmas e crenças ultrapassadas que ela veemente detém (até dou um mérito por ela não querer mudar). Discordo de diversos pontos por ela defendidos, e que não entrarei no mérito da explicação por motivos óbvios de preguiça (um dos pecados capitais).

Ao meu ver, a Igreja já começou errando desde muito cedo e continua errando até hoje – vide casos de pedofilia, que muito provavelmente devem existir desde a época medieval. (Luxúria*² – um dos pecados capitais)

Primeiramente, vamos rever as igrejas em termos de construções. Na Europa, encontram-se as mais belas igrejas do mundo , a Itália é um bom exemplo, com o maior número de igrejas por metro quadrado (dado inventado por mim, óbvio)! Não serei muito específico com nomes, porém o interior de cada uma é ricamente decorado, desde colunas de mármore de Carrara, altares em ouro, órgãos monumentais, relíquias de santos importantes e de pedaços da cruz de Jesus Cristo, afrescos cobrindo todo o “teto”, ou até mesmo mosaicos em ouro cobrindo todo o interior da igreja (figura -Basilica di San Marco -Veneza). Realmente, é de se ficar maravilhado com toda a riqueza artística que cada uma possui, contudo, ao mesmo passo, fico impressionado e revoltado com a ostentação de tudo isso.


Antigamente a igreja construía tais “monumentos arquitetônicos” simplesmente para mostrar como o catolicismo era poderoso, ou seja, por pura vaidade (um dos pecados capitais). Não li a bíblia, mas não lembro de em algum momento ouvir dizer que um dos desejos de Jesus Cristo, seria de que a humanidade construísse templos colossais para adoração, e ainda por cima, com um dinheiro que poderia ser gasto ajudando a comunidade ao redor (amor ao próximo - um dos 10 mandamentos). O que acho mais engraçado é que, atualmente, grande parte dessas igrejas cobram as visitas para conseguirem manter tudo aquilo.

A Igreja não só queria mostrar que era a mais poderosa, mas também, queria forçar as pessoas a isso. Todos que não fossem católicos, estavam errados e mereciam morrer . A Inquisição foi a forma da Igreja mostrar sua ira (um dos pecados capitais) contra os hereges. Foi fundada em 1184 para combater o movimento cátaro no sul da França e norte da Itália e foi extinta formalmente em 1821 (durante esse tempo aconteceram 7 Cruzadas, que dispensam explicações). Façamos a conta agora, 1821 – 1184 = 637 anos. Exatamente. Foram seiscentos e trinta e sete anos de perseguição, torturas e mortes. Muito tempo para perceber que aquilo não estava dentro dos princípios cristãos, não é?

Agora que entra Hitler (e talvez essa parte que muita gente queira me matar). Qual foi um dos princípios de Hitler? Todos que não eram da raça superior, a raça ariana, deveriam ser extintos (principalmente os judeus). Alguma leve semelhança entre as duas teorias?

Quero deixar claro que não estou propondo que a Igreja é tão horrível quanto Hitler, porém ambos praticaram os mesmos atos de forma igualmente cruel. Fico feliz que a Igreja tenha mudado e reconhecido os erros (porque senão, estaria sendo perseguido a uma hora dessas), e admito que existem muitas qualidades boas nela. Porém a consequência foi a mesma em durações diferentes (quantos devem ter morrido em 637 anos?).

Afinal, aonde quero chegar com tudo isso? Destruir a Igreja? Queimar todo mundo que esta lá? Mas é claro que não. Quero chegar em nenhum lugar. A igreja foi construída por homens, e por homens é controlada. Todo homem é imperfeito, logo a igreja também, por mais que tentem esconder isso. Mas não é esse o grande motivo do meu adendo de “não praticante” ao católico, mas sim pois não me vejo seguindo algo com um passado tão sombrio, assim como não me vejo falando bem de Hitler e vestindo uma camiseta com uma suástica.



*¹ Católico não praticante não é a mesma coisa que ateu. Enquanto o primeiro ainda possui crenças espirituais, o segundo desacredita de tudo.

*²A luxúria é o desejo passional e egoísta por todo o prazer sensual e material(...)/ No caso da luxúria há diversas ramificações, como, por exemplo, (...) pornografia, pedofilia, masturbação(...) - Wikipédia

2 comentários:

uattas disse...

eu liiii!! hauahuaha curti pia... eu ja pensei mto sobre isso q vc escreveu, é bem oq penso!

parabéns, engenheiro escritor! um beijos
e até o próximo post
Sassa

uattas disse...

eu liiii!! hauahuaha curti pia... eu ja pensei mto sobre isso q vc escreveu, é bem oq penso!

parabéns, engenheiro escritor! um beijos
e até o próximo post
Sassa